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sexta-feira, 6 de março de 2015

Diamantina Demais - por Harlen Quaranta


DIAMANTINA DEMAIS


Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br





Andar pelas ruas e becos
Do nosso velho arraial
É sempre muito legal
Encontrar pessoas é especial
Ouvir eu amo Diamantina
Eleva nossa estima
Parar em uma esquina
Ver colegiais passarem
E te fotografarem
Mesmo com todo barulho
Enche-nos de orgulho
Turistas te desfrutam
Com amigos se sentam
Mesmo que nas calçadas
Ou quem sabe num barzinho
Pra fazer um lanchinho
Degustar um chopinho
E bater um papinho
Já faz parte de sua cultura
O Teatro no Santa Izabel
Que coisa sensacional
Por isto você é legal
É a cultura da nossa gente
Envolvente como fogo ardente
Vez ou outra tem Vesperata
E pelas ruas tem serenata
O que te faz “cor de prata”
Ou reluzente do seu ouro
Na riqueza dos seus garimpos
Por isto você é diamante
A beleza do seu artesanato
Na magia do sua geografia
Você é Minas Gerais
Diamantina você é demais!



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Parabéns, Diamantina, pelo seu aniversário!!




Foto: "Diamantina uma foto por dia" - Facebook






sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Madrugada afora - por Harlen Quaranta

MADRUGADA AFORA


Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br

O surdo é a mesa na marcação
Uma colher se faz tamborim
Com o jogo na televisão
A galera se agita assim

Cantar com euforia
E a vida celebrar
Por isto minha gata, sorria
Alguém vai fazer o cavaco chorar

Pela madrugada a fora
Tem sempre
Um samba que rola
Aí amigos se encontram

Vozes que se arrastam, cantam
Mas ninguém canta “sozim”
São as vozes da noite
Que cantam em um botequim

Pra ficar melhor meu time é campeão
É o tetra do brasileirão
Mas só uma balada
Acalenta meu coração

Pois a vida não para
Então é cantar com alegria
Degusto mais uma guia
E pra sempre minha gente sorria

São as vozes da noite
Na madrugada a fora
Que se espalham
Aí parar não tem hora

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Estação do Medo - por Harlen Quaranta


ESTAÇÃO DO MEDO

Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br



Existe uma estação do ano em que meu ouvido passa por um fenômeno, diagnosticado como “ceração” pelo otorrino, ocasionando a surdez parcial. É como se eu ficasse sem retorno e com um retumbo no ouvido, situação incômoda que me leva sempre ao seu consultório. Desta vez especificamente veio mais complicada e por isso só medicamentos não foram o suficiente e, para ele entender melhor o fenômeno, solicitou um ultrassom das vias auditivas. Pedido na mão, marquei o exame no laboratório e no dia marcado lá estava. O que mais me preocupava era  ficar surdo, afinal a coisa já estava complicada, não vamos complicar mais, não é mesmo? Cheguei na hora marcada, mas como sempre tive que esperar um pouco mais, mas nada que agravasse a situação. Aí surge sempre um bate papo nestes entremeios pra descontrair, mas sempre que o papo é bom, a gente é chamado, é sempre assim, já perceberam isso? E como sempre acontece, o técnico me chamou, entrei em uma sala, ele avaliou o pedido e passou as instruções:
– Se o senhor estiver usando correntinhas, brincos, arcos de metal, etc., gentileza retirar.
Daí pediu que eu me deitasse em uma maca, e muito falante, parecia querer me tranquilizar, pois eu já estava ficando apreensivo. Pra mim era uma situação diferente, nunca tinha me deitado em uma maca para fazer exames, e lá estava eu. A situação piorou quando o técnico começou a me amarrar na maca com umas correias. Aí o coração já estava a mil, então não me aguentei e perguntei:
- Que exame complicado é esse amiguinho, até minha cabeça, você já amarrou?
- Não precisa se preocupar são os procedimentos.
A apreensão aumentava a cada procedimento, afinal se o ultrassom era das vias auditivas, porque me amarrar todo? Mas seguimos. Daí o técnico ligou a máquina, que deu um tranco e começou a funcionar, eu todo amarrado mal dava pra ver a minha volta, mas percebi que ele saiu correndo da sala para fora, provavelmente pra se proteger da radiação. Aí eu gelei todo, e o que era medo, passou a ser um pavor! Então a máquina começou a movimentar em direção a uma espécie de túnel, eu todo imóvel entrei neste túnel, amarrado de barriga pra cima, começei a ver uma série de luzes da máquina girando, o trem parecia uma nave espacial, destas de “Guerra nas estrelas”. Passou um filme na minha cabeça, e o exame nada de acabar, parecia uma eternidade. Depois de um tempo, para meu alívio o técnico voltou, soltou as correias. Eu meio zonzo desci da maca e ele querendo se gentil soltou uma máxima:
- Volte sempre!
E eu que parecia até já estar escutando perfeitamente bem, retruquei.
- Deus que me livre!
Mas o importante é que naquele momento o medo cessou, a estação acabou e eu aqui estou ouvindo vocês. Espero que na próxima estação, essa tal ceração não mais apareça e eu não precise passar por este medo outra vez.