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sábado, 26 de março de 2016

Carnaval sem fronteiras - por Halen Quaranta

CARNAVAL SEM FRONTEIRAS

Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br



Tem um Rato Seco na Avenida
Num ritual que alucina
No Largo Dom João o Sapo é Seco
É o carnaval de Diamantina



Tem palco do Sambeco
Cantando samba de raiz     
Na Praça da Quitanda
Pra galera ser feliz



Vejo uma onda de foliões
Que requebram na praça
Outros descem e sobem becos
A festa é livre pra toda massa



No show da Bat Carvena
O morcegão desce na tirolesa
Surpresas a folia ainda reserva
Mas a festa é de Momo, ele é alteza



Entre os sambas da Bartucada
Me Ampara se Não Eu Caio
Com toda essa agitação    
Deste carnaval sem mulher num saio



Em Diamantina a folia não para
Tradição do Tijuco desde arraial
Num carnaval sem fronteiras
Hoje com projeção internacional


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal e um Feliz 2016!!

Caro amigo e visitante do Blog do Zé Diamantina,

Que o Natal seja um momento de reflexão, e possa trazer muita paz e luz! E que o Ano Novo que se aproxima possa trazer esperanças renovadas e dias melhores para o nosso Brasil e para o mundo em que vivemos! E que 2016 seja também um ano repleto de bençãos, alegrias, felicidades, saúde, harmonia e realizações!

Feliz Natal, Feliz Ano Novo e Boas Festas!! É o que cordialmente lhe desejamos!

Equipe do Blog do Zé Diamantina

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Mar de Lama - por Harlen Quaranta


MAR DE LAMA

Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br


Até o momento é só especulação, nada foi comprovado, não se sabe ao certo a causa verdadeira do rompimento das duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco na cidade de Mariana. Foi negligência, falta de conhecimento técnico ou fatalidade? Não sei, fato é que inúmeras vidas se foram na que está sendo considerada a maior tragédia ambiental do estado de Minas Gerais. A história do distrito de Bento Rodrigues se perdeu em um mar de lama, sua identidade dificilmente será restabelecida. Isto a poucos dias das festas do Natal, festa que comemoramos o nascimento do menino Jesus, geralmente em família. Com a tragédia pessoas morreram, famílias perderam entes queridos, enterrados em um canto qualquer da imensidão de lama. Com certeza a dor não é só de quem vive diretamente a tragédia, vive-se uma comoção nacional com o fato. Porém, ironicamente, a tragédia vem acontecer exatamente num momento em que nosso pais atravessa um mar de lama. A sensação é a de que estamos imersos numa imensa barragem em que a lama da corrupção, da bandidagem e a sacanagem impera. Governantes envolvidos em esquemas de propina e tráfico de influência enganam o povo com discursos bem elaborados e tendenciosos a seu favor. Enfim é o homem dizimando o homem com suas ações. Até quando teremos forças pra aguentar essas barragens, pois ao que parece não há “jato que lava” toda essa lama em que estamos submersos. Estamos caminhando pra mais um pleito eleitoral. No ano que vem o voto ainda é nosso poder de reação. Ou vamos continuar em cima da ponte vendo a lama passar!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Eucalipto com bosta de boi - por Harlen Quaranta

EUCALIPTO COM BOSTA DE BOI

Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br


Não é de hoje, nem de agora e nem sei se futuramente isso vai passar, mas a sua ação é que ninguém aguenta, incomoda pra “cacete”.  Ou será que tem alguém que gosta? Ninguém em sã consciência pode gostar de um martírio desses! Isso mesmo, to falando das muriçocas! Ô bichinho inconveniente...  Quando não tá te picando, empolando e avermelhando a pele da gente, tá zunindo no ouvido. Que suplicio é esse, meu deus? Mas se é da biosfera, quem sou eu pra contestar. O jeito é seguir em frente e conviver. Mas por outro lado tem a parte divertida. Ouvir a galera contar suas passagens com esse famigerado inseto até que é divertido. Um contou que passa noites dando tapas e chicotadas com toalha molhada pra dispersar o “pobre bichinho”, daí a noite passou e dormiu... O pior foi acertar o rosto da “dona Maria” com toda força, de ficar a marca da toalha no seu rosto, provocando sua ira. Será que foi mesmo pra matar o bichinho? Não sei... Segundo ele o problema ficou maior que a picada do bichinho. Aí aparece cada historia uma superando a outra, coisa de “mineirim”, tomando uma cachacinha num botequim. Outro cara contou que já na madrugada, acordou meio sonolento com um zunido no ouvido e em seguida uma ferroada na beira do nariz, por instinto desceu o braço, não deu outra: a “groselha” desceu! Foi tanto sangue que molhou todo o lençol da cama! Eu, em dúvida perguntei:
- Sangue do bichinho?
- Não moço! Do meu nariz!
Eta bichinho danado. É barulhento, faz coçar, causa transtorno de humor e o pior tira o sono. Mas sempre tem alguém com receita pra acabar com este incômodo.
- Acende aquele aspiral à tardinha, antes de escurecer no seu quarto, cê vai ver, num chega uma pra te morder, cê vai dormir igual a um anjo.
- Não sei não! Lá em casa esses trem num tá adiantando de nada, os bichinhos lá deve ser diferente, tão dominando o pedaço, só eles fazem a festa, a dona ta num mau humor só, até pra eu divertir ta difícil. Ô bichinho danado...
Um outro diz:
- Nada disso aí resolve lá em casa desde eu menino o que sempre funcionou foi eucalipto com bosta de boi. Cê pega a folha seca do eucalipto, uma bacia com bosta de boi, taca fogo e fecha o quarto, num fica uma muriçoca!
Não sei se tá faltando folha de eucalipto ou bosta de boi, pois nesta época do ano os focos de muriçocas são intensos. Cadê aquele fumacê pra aliviar este probleminha aborrecido. Ou seja, parece que tem jeito, basta querer.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Jogando conversa fora - por Harlen Quaranta

JOGANDO CONVERSA FORA

Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br

Mais um sábado pela manhã e o mercado velho bombando, toda rotina já costumeira rolando novamente. Para minha surpresa lá estavam as amigas Elenice e Reisinha, uma dupla que há tempos eu não via, chegam trazendo à tira colo dois frequentadores assíduos, Renato e Regina. Logicamente eu já estava lá no cantinho da cultura, carinhosamente assim chamado por mim e por meus companheiros de todos os sábados, Roberto Margarida e Sandoval. O tempo vai passando e várias são as figuras que param por ali com a gente, para juntos absorvermos esta cultura que exala por todo o mercado, muitas vezes geladinha ou quem sabe destilada, não importa, o importante é absorvê-la, pra molhar a palavra, pois um bate papo saudável não falta. O tempo continua passando e os companheiros do cantinho da cultura se vão, mas eu continuo absorvendo a cultura disponível. Aí deixo meu cantinho e me junto ao “quarteto fantástico” que estavam em outro eixo geográfico do mercado. Neste dia rolava música regional, aqui do vale do Jequitinhonha, com um “Prata da Casa”. Mas como tudo acaba essa cultura também se vai. Então seguimos para a cidade alta, fomos para o restaurante Cristais do nosso amigo Cláudio, neste momento juntamos a mais uma figurinha carimbada, Cláudia que já estava lá sentadinha em uma mesa, beliscando uns tropicões de feijoada e “molhando o bico”. Nivaldo, outro grande amigo também já estava lá, agora de namorada nova é só felicidade. Muitos assuntos, risos, lembranças, tudo uma delicia. E a tarde já se esvaindo, quando por um estalo Claudia profere:
- Preciso pingar colírio!
Assustamos com sua afirmativa, pois pensamos que o colírio seria pra algum de nós.
- Ué gente, meu olho tá tão vermelho assim?
- No seu não, tenho que pingar colírio nos olhos da minha mãe, que esta lá em casa, por isto preciso ir embora.
- Nosso papo tá tão divertido, a gente aqui jogando conversa fora, trás sua mãe pra cá!
- Cê tá doido? Trazer minha mãe pra cá! Ela já é de idade, vocês a conhecem muito bem, ela necessita de cuidados especiais, por isto preciso ir.
Aí muitos risos, a conversa ficou meio descompassada, um atirando no outro, sem ninguém acertar em ninguém. Então o tempo passa, a noite vem caindo, a saideira chega e nós encerramos a conta.