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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Festa do Rosário em Diamantina 2011 - Reinado

O Reinado, tradicional cortejo que marca a Festa do Rosário em Diamantina, acontecerá em 2011 no dia 23 de outubro:

Clique no cartaz para ver em tamanho ampliado

Assista abaixo, a vídeo mostrando o Reinado da Festa do Rosário em Diamantina no ano de 2010:


Confira maiores informações sobre  essa tradicional manifestação da cultura religiosa e popular diamantinense em:

Mostra de Cinema de Belo Horizonte 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sete de Setembro, Tempos Idos - por Harlen Quaranta

SETE DE SETEMBRO, TEMPOS IDOS

Harlen da Luz Quaranta

Na nossa época,  os colégios começavam os ensaios, logo no princípio do mês de agosto, pelas ruas da cidade, costumavam até se encontrarem em algum ponto  e um ter que parar e ceder passagem pro outro, pra não haver congestionamento.

Tocar na bateria então, não era pra qualquer um, tinha que ser bom nos repiques do tarol, ter braços fortes ou  política com o chefe de bateria pra executar essa função. Nesta época eu estudava no Leopoldo de Miranda e fui selecionado pelo professor Zé Coquinho (in memoriam) pra tocar na bateria, isto pelo meu porte atlético, porém pra tocar bumbo e não o tarol que era o sonho da rapaziada.

Toquei o bumbo por uns dois ou três anos seguidos. Dai me senti no direito de ser promovido a um tocador de tarol. A chance surgiu, quando Antônio Carlos Fernandes (Tonim – in memoriam) e Emiliano Duarte Tibães, assumiram a chefia da bateria. Amigos que sempre fomos, articulei com eles a promoção, incentivado por outro grande amigo, o Leonardo Duarte Tibães (Leo – in memoriam).

Sugeriram um teste com o cobiçado instrumento, mas sinceramente eu não tinha nenhuma habilidade com ele - o tarol - , o teste  foi um desastre, me bateu um desespero, e já aborrecido disse “bumbo eu não toco mais”, afinal o tarol  era o instrumento da galera, o que mais se destacava pelos seus repiques, nada me tirava da cabeça que eu teria que tocá-lo, pois se tratava de um instrumento de destaque.

Foi aí que Tonim e o Emiliano, sempre habilidosos, me convenceram, que tocar o bumbo era para um membro de destaque na bateria,  para alunos de porte atlético, e que o instrumento marcava o passo da marcha e vinha a frente da bateria. Este famoso destaque era tudo no desfile, portanto me convenceram.

A briga por este destaque era tão grande que as meninas na época, disputavam a puxões de cabelo a posição de desfilar à frente da bateria.

Então desfilávamos pelo Largo Dom João, aos olhos de milhares de presentes e das autoridades postadas no palanque armado ao lado  do coreto. Desfile que só terminava na porta da escola, quando a bravíssima Zezé nos liberava. Aí era aquela correria, pra novamente voltarmos ao Largo Dom João pra ver as outras escolas e suas atrações. Mas o que não podíamos realmente perder era o desfile do colégio Nossa Senhora das Dores, escola totalmente feminina,  que com suas saias pinçadas e curtas nos presenteavam com um festival de pernas e davam um charme especial ao desfile por essa característica, como era bom.

Pra finalizar o desfile das escolas, vinha o Colégio Tiradentes, trazendo à sua frente a imponente e garbosa bateria, com sua maior personalidade, o folclórico Iça (in memoriam), com sua cor negra, barba rala, um quepe com penacho vermelho e tocando um bumbo com a maior elegância (isto sim era fina estampa), momento em que era ovacionado e aplaudido euforicamente.

O desfile acabou, a saudade ficou e os tempos, idos.

Mas viva a “Independência”.

Semana JK em Diamantina - Programação de shows

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

O Festival, Vicente Mulecão e Eu - por Harlen Quaranta

O FESTIVAL, VICENTE MULECÃO E EU

Harlen da Luz Quaranta


Foi na manhã desta última quarta feira, 27 de julho, logo depois daquela maré de frio escaldante que nos assolou, que o sol nos brindou com um dia ensolarado e quente.

Eu, de férias não poderia deixar de dar aquela saidinha ali pelo centro da cidade onde diamantinenses e turistas se misturavam pelas ruas, praças e becos da nossa velha cidade, que nesta época se transforma em um grande festival e o seu cenário em uma explosão de cultura.

Depois subi até o Largo Dom João, e foi lá que sentado em um banquinho encontrei o Vicente Mulecão. Logicamente me assentei com ele. Sempre sorridente, logo lembrou histórias do meu falecido pai (Estevam Quaranta), quando eles jogavam pelada ali no Largo e no Morro Vermelho, contou que o meu pai foi um dos maiores jogadores destas peladas, o comparou com “Danilo” jogador do Vasco na época em que o Vasco foi campeão brasileiro, sob o titulo “Vasco campeão, super campeão”.

“O seu pai era magro e alto, tinha a mesma habilidade, classe e elegância do Danilo, e ainda chutava fortíssimo sem tomar distância” disse ele, encenando a jogada.

Segundo ele, os dirigentes do “Tijuco”, clube de futebol da época aqui em Diamantina, não se cansavam de aliciar o meu pai. “Mas seu pai era muito sistemático, não vestia short, só jogava de calça comprida e de botina, camisa social abotoada até o pescoço”.

Por isto a resistência de se filiar a algum time.

Mudamos de assunto e perguntei por uma de suas filhas, a Helena, minha contemporânea, logo seu semblante mudou para dor com tristeza no olhar, eu não sabia mas a Helena havia falecido tragicamente, apesar de sua dor, mesmo assim ele me relatou o acontecido.

Daí o aticei das suas conquistas, “você foi um homem de várias mulheres, qual o segredo disto?”, o sorriso volta, com um olhar sereno e satisfeito. Me contou que sempre se vestiu bem, que teve três ternos alinhadissimos, comprados na loja do Zé Miranda e que teve um topete muito dos arrumados (o conjunto da obra era um must) e que apesar dos filhos e todos estes relacionamentos nunca havia se casado.

Nesta altura, vários conhecidos nossos já haviam parado pelo banquinho, porém somente o Vicente e eu permanecemos naquela prosa.

 Mas a hora do almoço chegou e nos despedimos, porém, se Deus quiser, ainda vamos nos encontrar em outros  banquinhos por aí.

E pro festival fica a sugestão à sua coordenação de abrir um espaço pros “Vicentes”   contarem histórias da nossa velha Diamantina.

sábado, 13 de agosto de 2011