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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Jequitinhonha e Rio Doce - por Harlen Quaranta


JEQUITINHONHA E RIO DOCE


Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br


Em Diamantina cantei uma serenata

Brinquei no seu carnaval

E aplaudi suas vesperatas

Em Gouveia comi um bolo de kobu

E agitei o seu kobufest

Em Presidente Kubitschek que é Tijucal

Tomei um chopp no seu festival

Pois te frequento já há longas Datas

Foi no Serro na festa do cavalo

Que cavalguei em uma montaria

E amanheci em Alvorada de Minas

 me deparei com uma Serra Azul

Na cordilheira do Itambé

Atravessei um Rio Vermelho

Direto pra festa do gado leiteiro

Passando por Santo Antônio do Itambé

Almocei e descansei em Materlândia

Em Guanhães é sempre um luxo amigos encontrar

Proseei com Nelson de Sena

Que me levou pra São Geraldo do Baguari

Lá encontrei uma turma de Paulistas

Aí teve farra, em Bom Jesus da Canabrava

Pernoitei em São João Evangelista

E se tem seca brava na região

É só pra São Pedro do Suaçui rezar

Viajando sozinho, pedi proteção

A São Sebastião do Maranhão  

Roguei a Santa Maria do Suaçui

Que me guiou a José Raydan e Fonseca

E já que eu estava por ali

Passei em São José do Jacuri

Depois pra Itamarandiba subi

E sua Expoita curti

Neste embalo todo a Coluna torci

Com o Frei Lagonegro, me confessei

Em Capelinha, na festa dos seus ausentes

Me fiz presente, afinal família tenho por lá

A procura de cristais, cheguei a Glucinio

Mas foi em Minas Novas, que garimpei

Uma Turmalina e na joia do vale a lapidei

Do povo, do vale,  e da arte

Carbonita tem o seu carboarte

E com o Senador Modestino Gonçalves, jantei
 
E uma Água Boa com ele tomei.

45o. Festival de Inverno da UFMG

Acontece em Diamantina, do dia 21 ao dia 28 de julho, o 45o. Festival de Inverno da UFMG:

 
Aproveite!!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

iPHONE OU iPAD - por Harlen Quaranta


iPHONE OU iPAD


Harlen da Luz Quaranta

É impressionante esse mundo digital e virtual, parece que o diálogo usual  realmente desapareceu. Às vezes de volta das minhas caminhadas, geralmente pelas quase sete da manhã, observo uma fila de pessoas pra pegar o ônibus, ali próximo ao Largo Dom João, a grande maioria dessas  pessoas  falam no celular ao mesmo tempo, sem se olharem uns para os outros. Como quase todos falam em seus aparelhos a impressão é que um está conversando com o outro. Com todos estes recursos da comunicação conversar com alguém em um bate papo usual, sem o uso de aparelhos, mesmo que seja na fila de ônibus, parece entediante e ultrapassado. Hoje a rapaziada se comunica através de celulares moderníssimos, facebook e twitter, com acessos no próprio celular. Há pouco tempo ouvi um relato de uma amiga, que disse que em sua casa, cada um chega do serviço a tardinha,  entram pro quarto se conectam no notebook e conversam pelo facebook. Aí cada um do seu quarto, sugere uma programação de TV, lá do seu quarto pro outro lá no seu quarto, com tanta conexão, já até me perdi, mas pelo jeito é assim que acontece, interessante né. A coisa tá tão fácil, com um universo tão amplo, que meliantes anunciam suas ações até pra própria polícia. Gangs  planejam, convocam confrontos e badernas em bares praças e metrôs, aterrorizando a população, tudo com estes mecanismos de comunicação, em conexões supernaturais, sem nenhum constrangimento, incrível, quanta naturalidade. O problema maior é que estes caras são super astutos dificilmente são rastreados, parecem serem bem mais preparados que os nossos órgãos de segurança. Mas o “bão” mesmo era aquela época que pra conectar, tinha que ser boca na orelha, olhos nos olhos, uma linguada no pescoço, uma lisada na coxa e um aparelho sem bateria, com muito vigor. Hoje leva a melhor o cara que tem iPhone completo, que manda um torpedo pra mina que libera o iPad, logicamente estes aparelhos descarregam facilmente e o cara pode ficar sem comunicação na hora da conexão. Mas sem dúvida esse é o nosso mundo globalizado,  com todos esses avanços tecnológicos, e uma legião de seguidores mundo a fora, temos mesmo é que aproveitar.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Turma do Vexame - por Harlen Quaranta


TURMA DO VEXAME
Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br


Há mais de quinze anos
Sempre no carnaval
Que eu amo e dou vexame
Com uma turma de gente legal

Pra alguns a vida de vexame passou
Outros até já desencarnou
Mas brincar com alegria
Foi o que sempre nos guiou
 
A  “Turma do Vexame” chegou
Uma explosão de euforia rolou
Pra dar vexame não tem idade
Faço isto com muita sagacidade
 
Vem cá menina linda
Só me ame que eu dou o vexame
No carnaval sou pé de cana
Mas da melhor cana caiana
 
Bebericar, sambar e amar
É sempre o que vai rolar
Se isto pra você é vexame
Só me abrace, me beije e me ame

Manhã de Carnaval

Talvez algum estudioso sobre o carnaval  possa explicar a beleza dessa manhã... mas, certamente, só os que amam o carnaval conseguem entender e exprimir a emoção de uma manhã de carnaval, como dizem os belos versos do compositor Luis Bonfá: "Manhã, tão bonita manhã"...
 
Abaixo deixo um vídeo com essa música, interpretada pela Tuna Universitária do Porto.
   

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz Natal, e um Feliz 2013!

Caro amigo do Blog do Zé Diamantina,

Mais uma vez, a chegada das festas de final de ano é um momento propício para pararmos e avaliarmos como foi nossa caminhada durante o ano que já vai terminando... e para refletirmos o que podemos fazer para melhorar a nós mesmos e o mundo onde vivemos no ano novo que se aproxima...

A equipe do Blog do Zé Diamantina deseja a você um Natal repleto de alegrias, com muita luz e paz! E um 2013 com muita saúde, sucesso e realizações!

E que Deus abençoe todos os seus projetos em cada dia do Ano Novo!

Domingo na Borracharia - por Harlen Quaranta


DOMINGO NA BORRACHARIA
Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br

 

- Que bom encontrar o senhor aberto.
- Eu não, dotor, a borracharia.
- Ah! Sim é o que eu preciso.
- É o seu pneu?
- O meu não, o do carro.
- Então vamos ver...
- O que pode ter acontecido?
- Ainda não sei, preciso ver.
- Pode ter sido no bico?
- Parece que um meio fio encostou nele.
- Mas meio fio, como assim?
- O dotor sabe né... Estas ruas e becos daqui, elas costumam fazer isto com o carro.
- É mesmo você tem razão. E o que tem que ser feito?
- Vai ter que trocar o bico.
- E em quanto fica?
- Me dá doze real.
- Isso tudo?!
- O senhor sabe né dotor, hoje tá tudo muito difícil...
- E quanto tempo leva este serviço?
- No mínimo, dez minuto no maximo.
- Então pode fazer. Enquanto você faz, vou me refrescar.
- Radiador tá fervendo, né dotor, vai rebater?...
- É só uma água mineral.
- Mineral, né dotor?
- Da branquinha ou da amarelinha? He, he, he...
- E aí, ficou pronto?
- Ficou sim, dotor.
- Já troquei o bico e calibrei os outros peneu. Do jeito que o dotor pediu, o resto coloquei na sua traseira.
- Na minha traseira não, na do carro.
- É o que eu quis dizer.
- Ta aqui seus doze reais.
- E tenha um bom dia, afinal você aqui é o doutor...