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quarta-feira, 19 de março de 2014

Batfolia - por Harlen Quaranta



BATFOLIA
Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br



Foi na cozinha da Zezé
Em Diamantina, seio da musicalidade
Que uma rapaziada de pouca idade
Se juntou, pra tocar samba de qualidade


Os anos se passaram
Mais simpatizantes a eles se juntaram
E da cozinha, pra um bar
Esta galera refez o seu lar


Este grupo com muita euforia
Transformou-se em uma agremiação
E do bar de Zé de Ávila
Improvisou a sua nova habitação


E na Bat Caverna se transformou
Com um toque de samba
Só com gente bamba, se consagrou
E no Carnaval cantar, o povo encantou


E com o Batmam, o grande morcegão
Na praça do mercado, descer na tirolesa
E um folião fugir com uma mina, uma  lindeza
Pra fazer que seu carnaval, seja uma beleza


De Diamantina a Bat decolou
E no Brasil se projetou
Levando a alegria, e sua energia
Cantando samba com harmonia


Hoje é só a Batfolia chegar
Pra meninada se ajuntar
E muita festa rolar
Onde quer que seja, até o sol raiar

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Passagem do "Anos" - por Harlen Quaranta



PASSAGEM DO “ANOS”


Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br


Em algumas ocasiões cometemos excessos e logicamente a natureza nos faz pagar por isto. As festas de fim de ano são uma dessas ocasiões; com tantos encontros e confraternizações parece que gente vai se acabar e o ano não vai passar. A nossa turma naquela época também se reunia para os festejos dessa ocasião. Na passagem de ano nos reuníamos e cada um colaborava com uma bebida, um salgadinho para a festa rolar. Em um desses encontros pra enterrar o velho e saldar o novo que estava pra chegar, nos reunimos na casa da irmã de uma amiga. Até aí tudo normal, a galera toda junta, muitas minas, muita musica, dança, beijos, abraços, tudo uma delicia. Até que minha barriga deu um roncado estranho, fora do normal, que ignorei. Mas logo o barulho voltou mais intenso, com uma espécie de bolha no meu intestino, parecia um corrupio, subia e descia, queria um orifício para sair de qualquer jeito, não importava se no de cima ou no debaixo. Nesse momento percebi a gravidade da coisa, os abraços e beijos que eu dava minguaram, e a gata logo percebeu que algo estranho acontecia.

- O que aconteceu, você de repente ficou estranho?

- Não é nada, só vou ali e já volto.


Aí não deu pra segurar, saí correndo em direção ao banheiro e, pra meu desespero ainda tive que esperar alguém terminar de usá-lo. Imaginem o sufoco, com aquele corrupio subindo e descendo na minha barriga. Então o cara sai do banheiro já  dizendo:


- Vê se não vai fazer sujeira ai, parece que a água acabou.

Porém não havia tempo para atentar para este problema, e já fui me assentando no trono e dando aquela aliviada. Parecia que estava tudo se resolvendo, quando a dona da casa, bate na porta e aos gritos disse:

- Cê num tá descarregando não né, a caixa ta sem água.

A sensação de alivio era tanta que nem percebi que outro drama só começava. Lá fora já havia uma fila pra usar o banheiro. Como eu já tinha terminado o serviço nem imaginava que aquilo tudo tava acontecendo. Foi quando a dona da casa volta a bater na porta aos berros.

- O que é que esse fdp ta fazendo aí dentro?

Papel higiênico tinha a vontade; depois de usá-lo, arrumei as calças, olhei pro trono, até me espantei: quanto material foi excretado! Pra conferir, aperto a válvula da descarga. Cadê a água, nem uma gota, “misericórdia e agora Jesus”. Meu mundo rodou. Como eu sairia dali com aquele material todo sem  destino? E atrás da porta já havia aquele burburinho, a dona da casa ainda mais exaltada volta.

- Esse fdp num saiu daí de dentro ainda não?

Tomei coragem e abri meia porta.

- Alguém pega um balde com água pra mim aí, por favor.

Aí foi aquela zoiera. Mas como sempre, meu irmão, meu salvador, aparece com um balde de água na mão e depois mais outros vindos da casa do vizinho. Aí que consegui dar destino àquele material e por aquele momento o drama cessou. Recompus-me voltei pra festa, na tentativa de reencontrar a gata que me beijava e abraçava antes desse episódio todo. Pra minha surpresa, um intruso já a bezourava; “mas o que é do homem, outro bicho não come”, e ela veio de volta pra mim. Por sorte ela não percebeu o acontecido, mas comentou.

- Cê viu, parece que um cara fez uma sujerada lá no banheiro.

- Num vi não, eu saí pra comprar mais bebidas.

E naquela noite, na passagem do “anos”, parece que o que tinha que sair saiu, como  se fosse uma renovação. Aí brindamos a chegada do ano novo com muita festa e muita alegria. É o que desejamos sempre, uma renovação em nossas vidas em nossos corações e que o ano novo seja sempre de muita paz, muita festa, saúde e muita alegria entre os povos deste nosso planeta.

Então feliz ano novo pra todos nós.


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Prezado(a) amigo(a)  do Blog do Zé Diamantina,
 
Desejamos a você um Feliz e Abençoado 2014, repleto de paz e luz, e de tudo aquilo que possa fazer do seu ano novo, um ano mais feliz!!!

Equipe do Blog do Zé Diamantina

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Braziliaans Feest in Handel 2013 - Festa Brasileira em Handel 2013


Festa do Rosário em Diamantina 2013

Em Diamantina, a partir do dia 27 de setembro acontece a Festa de Nossa Senhora do Rosário, com realização do tradicional Reinado no domingo, dia 6 de outubro.
 

 
Aproveite!!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Virada Cultural de BH

Se você tem pique prá uma boa noitada, não perca neste final de semana em Belo Horizonte, a Virada Cultural de BH:
 
 
Ou ao menos por algumas horas então... divirta-se!!
 

FHist 2013 - Festival de História em Diamantina

Entre os dias 18 e 22 de setembro, acontece em Diamantina o 2o. Festival de História - fHist:


domingo, 1 de setembro de 2013

Carnaval pra Diamantinense - por Harlen Quaranta


CARNAVAL PRA DIAMANTINENSE
Harlen da Luz Quaranta
harlenquaranta@ig.com.br


Mais uma tarde de julho, diamantinenses inquietos, sobem e descem os becos do nosso velho arraial, é mais um final de festival. E o que vem lá, desta vez parece que é carnaval, isso mesmo ta na programação encerrar com os blocos na rua o festival. E logo se ouvem os tambores, junto com eles o brilho dos metais, não demora e a praça do mercado velho mais uma vez vira o palco desta graciosa festa cultural. O Sapo Seco entra em cena com seu garboso sapo em cima do caminhão, com seus sapos seguidores e suas tradicionais fantasias, entoam seu hino "Perereca é bom, é bom demais, perereca é bom, é bom, é bom". Com essa perereca toda, vem Chica Mulher, Me Ampara se Não Eu Caio, dois blocos tradicionais do nosso carnaval, também chegam como sempre com muito requinte nas suas fantasias, muitas plumas, brilhos e adereços os acompanham no seu desfile.
Olha o bumba meu boi!
– É mesmo!
Surge um bloco caricato do bumba meu boi, convidado do festival, pra dar mais energia a festa. E já que a bicharada tava solta entra em cena o grupo de percussão Rato Seco, com uma batida marcante e bem ensaiada, faz sua evolução, acompanhados por um grupo de dança afro com uma coreografia sensual dão o seu recado. No contratempo da percussão entra uma animada banda de metais com muita energia, rapaziada nova, com muita versatilidade, mostra toda musicalidade da nossa terra. Bumbos, tarois e repeniques cadenciam o batido do samba, onde rapazinhos mostram seu rebolado sem nenhum preconceito ao som das antigas marchinhas de carnaval de salão "será que ele é, será que ele é". O povo da nossa terra entusiasmados se misturam numa grande folia, quem não ta com o samba no pé, ta com os olhos rasos dágua de uma emoção incontida, murmuram a marchinha "Mamãe eu quero", como se fosse um apelo pra que esse fosse sempre o nosso carnaval, com todo o sossego e alegria. "E bom, é bom, é bom demais", ver "Morenas da cor de madalena" comportadamente bem vestidas a brincar no carnaval. "É bom, é bom, é bom demais", brincar no carnaval sem ter que se preocupar com grupos de homens imorais com genitálias desnudas pelas ruas da cidade. "É bom, é bom, é bom demais", brincar o carnaval sem se preocupar com grupos de desavergonhados e mau caracteres agarrando à força nossas "Lindas crianças". "É bom, é bom, é bom demais", brincar o carnaval sem o barulho daqueles sons altíssimos em nossos ouvidos quase que vinte quatro horas nos cinco dias da festa, sem aquele mal cheiro intolerável de xixi depois que a festa acabou. O que vimos neste domingo 28 de julho sim, este é o carnaval que o Diamantinense quer. Parabéns à coordenação do festival.